A Vidente

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Título Original: If He’s Wicked

Autor: Hannah Howell

Tradutor: Silvia Rezende

ISBN: 978-85-63066-39-8

Ano de Lançamento: 2011

Gênero: Ficção Norte-Americana, Histórias de Amor

Páginas: 222

Editora: Lua de Papel

Nota: 4,5/5

Estante: Skoob

Onde comprar: Saraiva / Cultura / Submarino / Amazon / Americanas / Extra

 

Sinopse: Estamos no século XVIII, na Inglaterra georgiana.

Como todas as gerações de sua família, Chloe Wherlocke possui habilidades especiais, e o seu dom é enxergar além da visão física. Em 1785 ela prevê a morte de uma mulher que acabara de dar à luz e toda uma trama para atender a motivos escusos. Ao encontrar uma criança abandonada ao lado do corpo da mãe, ela salva o bebê e o cria escondido do mundo. Fazia isso por amor, mas talvez houvesse neste gesto alguma força do destino…

Com o passar dos anos, Chloe descobre que o encontro com a criança não havia sido uma simples coincidência e nota, pouco a pouco, um desenrolar de acontecimentos que envolviam todos os membros de sua família, num jogo de traições, mentiras e assassinatos.

Consciente de tudo, ela precisa ser rápida para salvar a vida do pai do menino, o conde Julian Kenwood, e avisá-lo que o filho não morreu. Mas, ao se aproximar da família Kenwood, Chloe percebe seu sentimento de proteção por Julian se transformar enquanto a cada momento tudo fica mais perigoso.

 

 

Olá Galera BLA!!

 

Quem acompanhou o BLA nos últimos meses pôde perceber que os Romances Históricos invadiu geral. E acreditem, não sou apenas eu que está completamente derretida por esse gênero leve, divertido, romântico e doce. Cada um tem algo que simplesmente fisga o leitor desde a primeira palavra, tornando impossível largar o livro ou a serie até descobrir como tudo termina. E o livro de hoje tem algo que o diferencia bastante dos outros dos quais já falamos aqui, além de ação, temos o fator sobrenatural.

Chloe Wherlocke, assim como toda sua família, possui um dom. A jovem de 22 anos foi alertada por uma visão: “a vida surgiria em meio a morte”. Ela perdeu alguém que amava, mas ganhou o direito de conceder a vida a uma criança sentenciada à morte.

Chloe sabia quem era aquele pequenino ser que acabara de nascer. Ele era o herdeiro da família Kenwood e futuro conde de Colinsmoor. Ela jurou proteger a criança, para que um dia pudesse clamar por seus direitos. Mas ela precisaria de ajuda, e assim rumou para Londres e bateu à porta de seu primo Leopold. Chloe e Leo seriam os guardiões do bebê até que chegasse a hora de revelar toda a verdade ao pai da criança, Julian Kenwood.

Julian era um homem enfeitiçado, vivia sob o domínio de uma paixão doentia. Antes do momento da revelação, o destino determinou que esse homem fosse de encontro a muitas provações. Até que um dia, o lorde enxergou a verdade, enxergou a faceta sem mascaras daqueles que o rodeavam. Mas ele não soube lidar com a traição e o sentimento de fracasso, e assim se entregou à bebida e à devassidão. Porém, os planos de seus inimigos não era transformá-lo em um homem destruído. Eles o queriam morto!

Mais uma vez o dom de Chloe lhe fez um alerta, ela não sabia como tudo acabaria, mas tinha certeza que devia salvar a vida e dar abrigo aquele homem. Após muita dor e desesperança, Julian se vê cercado de amigos e aliados dispostos a ajudá-lo a desmascarar e eliminar seus inimigos.

Em meio à fúria e vingança surge algo inesperado, Chloe e Julian sentem uma atração irresistível. Julian ainda está vulnerável e tenta negar com todas suas forças o que seu corpo está sentindo. Ele não quer se envolver, não confia nas mulheres. Mas Chloe com sua doçura e força de espírito minará todas as barreiras impostas por Julian. E quando ele menos esperar ela terá fincado raízes em seu coração.

“A Vidente” foi um livro que me surpreendeu. Já sou fã de Romance Histórico desde minha adolescência, mas raras vezes peguei uma história onde tivesse tanta ação, mistério e elementos sobrenaturais equilibrados de maneira que não ficasse enjoativo ou complexo demais. Hannah Howell conseguiu esse equilíbrio e ainda conseguiu construir personagens carismáticos e uma trama verdadeiramente eletrizante.

Chloe é uma mulher de aparência frágil, mas que possui uma personalidade forte e um espírito valente. Ela não desanima frente a uma adversidade e está sempre alerta sobre seu dom da vidência. Gostei muito de Chloe, e me diverti com seus diálogos sarcásticos. Alguns leitores a acharam mimada ou egoísta, mas não consigo ver onde. Chloe é daquele tipo de pessoa que mesmo se machucando procura fazer o que é correto. Ela é muito realista e mesmo com todo o histórico de sua família de falhas em romances por causas dos dons mediúnicos que todos os membros possuem, a jovem ainda sonha em achar um grande amor.

Julian é um homem sofrido, marcado por um relacionamento doloroso. Ele é forte e atraente, mas em vários momentos se comportou com demasiado desânimo e abatimento. Mas essas características de fraqueza não duram muito e logo Julian adquire um ar mais imponente e austero, mas sempre mantendo a gentileza e  o charme. Julian não é o clássico sedutor que esse gênero sempre tem, ele é um homem comum que se depara com o amor de forma inesperada. É um personagem que amadurece muito. De todos, acho que é o mais humano de toda a história, pois é o que mais aprende com os próprios erros.

Agora, o personagem que mais fofo e que com certeza é o preferido da grande maioria que leu esse livro é sem sombra de duvida Anthony, um menino inteligente e cheio de perspicácia. Ah! Ele também tem o cabelo bonito – os fortes entenderão. Ri muito com os comentários e perguntas do garoto.  Anthony, com seus três aninhos e seu carisma compensa qualquer defeito que todos os outros personagens possam ter.

Arthur e Beatrice formam uma bela dupla de vilões. O louco e a sedutora meio burra. Eles armam muitas situações e são os grandes responsáveis pelas cenas de ação do livro. Claro, nunca diretamente, mas como mandantes.

Leo, o primo de Chloe é um personagem muito importante para trama. Seu jeito meio excêntrico, sua paciência e suas colocações feitas fora de hora lhe dão um charme grande. E sério, difícil não rir quando ele cita sobre a grande fertilidade das famílias Wherlocke e Vaughn. Toda vez que ele fala “como coelhos” não consegui conter as gargalhadas.

“A Vidente” é o primeiro livro da série Wherlocke escrito pela autora Hannah Howell. Aqui no Brasil já tem mais três lançados: A Sensitiva, A Intuitiva e O Escolhido. Uma história leve, com um romance histórico encantador,  cheio de ação, aventura, além de um toque sobrenatural. Esse foi o primeiro livro que li da Hannah Howell, e já me tornei fã da autora e é por isso que o recomendo, pois é daquelas leituras que te prendem do começo ao fim e por isso merece nosso Selo de Qualidade BLA.

Eri1

One comment to A Vidente

  • Alessandra Tapias  says:

    Eri!! Eu adoro este livro!!!

    Li em 2011, mas tenho ele até hoje guardadinho de tanto que curti. E você sabe que este gênero não é dos meus favoritos, mas algo nos Wherlocke me agrada demais! Talvez a coisa sobrenatural misturada… Não importa, eu adoro!!

    E amei a resenha!!!! Eu demoro pra vir, mas eu venho.

    Bjksssss

    Lelê

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